A Felicidade.

 E me pego aqui novamente 

Pensando a respeito da Felicidade.

Ela que sem motivo algum,

Sem avisar, sem rodeios

Aparece e se vai.

Me considero sobrevivente dela

Das tramas que ela prega 

No circuito que é viver 

Muitas vezes me percebo alheio,

Tentando repetidamente 

Conquista-la

Já pedi pra ela fazer morada

Ou pra que eu finalmente 

Fizesse em sua casa, lá no alto

Meu longo tempo de repouso.

Sufoco.

Ela desprendida de tudo

Se desloca na velocidade da luz

Em direção a outro mais interessante

Ou quiçá menos afortunado.

Tudo que sou

Tudo que sei

Já teve dedo dela

Já teve ao menos o perfume dela.

Mas te digo, 

A muito tempo não a vejo

Sinto por vezes que ela passou...

Ou que nos cruzamos sem querer 

Por algum lugar em comum...

Mas não mais sentamos juntos

Plenos de nós 

Em nossas conversas.

Felicidade é um apelo 

Ao que tento e não durmo mais 

Por não conseguir completo

Felicidade é um deslumbre 

Cheio de luzes e cheiro de fumaça 

Felicidade é um pão 

Quente que saiu do forno 

Improvisado também.

Felicidade é beijo roubado 

No metrô de passagem 

Sem nome nem endereço.

Estou sem paciência pra procurar

Nem tenho sua localização 

Pra um convite.

Espero... 

Mas nem sei se quero 


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