Pífio

Neste momento me sinto dissintonizado

Me descompasso de algoritmos que

Ao passo que me distancio

Me estranham...

Estranho!

Não era os estranhos que me acolhiam 

Quando eu não questionava seus bem-querer?

Estranho mesmo é privilégio ser acumulado

Naquilo que exclui um ser.

O desejo estranho, hoje serve pra enaltecer

A coisa segue preta ali no meio fio.

Enquanto o pálido caminhar agora multicor-trasmutato

Mamutes gigantescos atravessando a cidade em furor...

Meu amor, 

Olhe, não se desgaste. Porque suas palavras 

Serão lançadas, como fuzil na sua cara 

E você será o único a sentir dor.

Diversificado mesmo, será a sua rotina de autocuidado

Das feridas dos nãos, dos desencaixes 

Disforicos de sua personalidade que não coube

E ainda não cabe 

Na nota de $200 sem um pingo de valor.

Olha meu bem, considere-se "privilegiado"

Porque em pouco tempo já não mais sentirá

Rancor, por ter sido limado.

Por não ter acolhido, nem projetado

O desejo pífio de uma bolha multicor.

Porque não é multi, a cor, daqueles que estão

E sempre estarão.

"A cor de quem chegou".

Porque de Sesc, só receberá mesmo a bolsa

Que a família conseguiu ali no brechó

Que a cor mais palida, se desfez e findou.

Afundou.

Seguirá afundando.

Meu amor.

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