Não sou homeopatia
Não tenho ideia de como ser doses homeopáticas.
Apática maneira de entregar-se-a.
Prefiro não marcar bobeira,
Marcar à tinta preta na pele e me tatuar
Deixar rastro de que passei
Pegadas ao entrar.
Não quero despir-me muito rápido
Quero que conversas enlouqueçam
Meus tecidos e ele mesmos se lancem aos espaços
Quero preencher-me de cada gota de vida
Salivada a deriva de um copo de um rosé barato.
Quero acender um ou dois cigarros
E me vestir de fumaças noturnas de tabaco
Ou cafeina fervida as pressas.
Espantar o frio daquele "oi" seco
Que invade meu espaço
No tempo daquele abraço.
Te prender na parede do seu quarto
E beijar tempo e espaço
Sem nem perceber.
Não nasci pra ser de homeopatia
Nasci igual gasolina
Meu cheiro embriaga você.
Deixe-me mostrar meus bocados
Te alimentar com meu conhecer.
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