"Pra_ser_sincero - Marisa_Monte.Mp3"
Você se lembra quando enquanto você fumava no jardim de inverno daquela casa na Pompéia, eu roubei um beijo seu?
Se lembra que na mesma casa no escuro de frente pro espelho, você me dominou com seus lábios fazendo o calor dos nossos corpos e o frio do mármore daquela pia tranbordasse de mim uma erupção descontrolada e uma alegria incansável do meu coração?
Se lembra, quando numa noite inventamos histórias de como seria se mais jovens tivéssemos sido nós dois desvendando um o corpo do outro, o toque da pele, os lábios nos pelos, sua virilidade dentro dos meus segredos em toda sua extensão...
Se lembra quando me dizia que minha pele era macia? E eu dizia que era como se eu já soubesse quem você sempre foi?
Me lembro de tantos detalhes que não me desprendo: do seu olhar sentado na cama depois de mais uma vez jorrar minhas inseguranças com sua boca... era como se você tivesse o poder de me esvaziar de mim enquanto a ponta da sua língua preenchia espaços dentro do meu corpo.
Do cheiro do tabaco na pele dos seus dedos, e do roçar da sua barba enquanto nos beijavamos. Da forma como você me olhava quando eu ainda era uma possibilidade. De desnudar seu coração entre os pelos de seu peito com meus ouvidos atentos com calma para não lhe acordar.
Você se lembra como ficávamos sem jeito, num flerte que não se sabia se deveria ou não entre uma canção e outra lavando uma panela ou um prato pra se ensaiar um jantar?
Se lembra dos beijos que deu em meu rosto colhendo cada lágrima que me escapava quando eu dizia que não era justo te deixar?
Você se lembra do cheiro do meu cabelo, que se tornava seu enquanto nossos corpos eram unos entre laranja, amarelo e vermelho, músicas e livros ao estudar...
Eu me lembro de cada gesto. De cada abrigo em seus braços, de cada passo atravessando a cidade. De cada manhã que acordei ao seu lado. De cada noite que você foi musica pra eu dormir.
Você ainda lembra?
Se lembra que na mesma casa no escuro de frente pro espelho, você me dominou com seus lábios fazendo o calor dos nossos corpos e o frio do mármore daquela pia tranbordasse de mim uma erupção descontrolada e uma alegria incansável do meu coração?
Se lembra, quando numa noite inventamos histórias de como seria se mais jovens tivéssemos sido nós dois desvendando um o corpo do outro, o toque da pele, os lábios nos pelos, sua virilidade dentro dos meus segredos em toda sua extensão...
Se lembra quando me dizia que minha pele era macia? E eu dizia que era como se eu já soubesse quem você sempre foi?
Me lembro de tantos detalhes que não me desprendo: do seu olhar sentado na cama depois de mais uma vez jorrar minhas inseguranças com sua boca... era como se você tivesse o poder de me esvaziar de mim enquanto a ponta da sua língua preenchia espaços dentro do meu corpo.
Do cheiro do tabaco na pele dos seus dedos, e do roçar da sua barba enquanto nos beijavamos. Da forma como você me olhava quando eu ainda era uma possibilidade. De desnudar seu coração entre os pelos de seu peito com meus ouvidos atentos com calma para não lhe acordar.
Você se lembra como ficávamos sem jeito, num flerte que não se sabia se deveria ou não entre uma canção e outra lavando uma panela ou um prato pra se ensaiar um jantar?
Se lembra dos beijos que deu em meu rosto colhendo cada lágrima que me escapava quando eu dizia que não era justo te deixar?
Você se lembra do cheiro do meu cabelo, que se tornava seu enquanto nossos corpos eram unos entre laranja, amarelo e vermelho, músicas e livros ao estudar...
Eu me lembro de cada gesto. De cada abrigo em seus braços, de cada passo atravessando a cidade. De cada manhã que acordei ao seu lado. De cada noite que você foi musica pra eu dormir.
Você ainda lembra?
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