Ao Farroupo o Aljôfar
Não houve tempo pro eterno,
A dor já passou pelo meu quintal,
As roupas secaram o orvalho
Da ultima noite de luar,
O caminho parecia longo
para matar a fome do saber
sem apego de guardar o seu nome
os seus olhos já não pude esquecer.
minha pele morada era um sonho,
seus dedos corriam pra entender,
sem medo, sem fuga, sem desmonte
sem medo, sem fuga, sem desmonte
aos detalhes, me lia sem apressar.
Seus olhos me tinham em retratos
Seus lábios guardavam meu sabor,
A rede por fim foi corrompida
Por uma escrita sem pesar
Queria entender o que temia,
De mim o que te desaprumou?
O que roupeu sua ousadia?
O que manchou e não lavou?
Não houve tempo pro eterno,
Se quer houve tempo pra entender
O beijo que foi tão indireto,
Minha mente quase a enlouquecer.
Queria entender o que temia,
Te enxerguei e sei te ler.
Te enxerguei e sei te ler.
Sem banalizar, sem ironia,
Sua mente tenta me deter.
Seus olhos me tinham em retratos
De mim o que te desaprumou?
De mim o que te desaprumou?
Sem entender minha grafia,
Sem me dar real valor.
Queria entender o que temia,
Se quer houve tempo pra saber...
A rede por fim foi corrompida,
Por uma escrita sem amor.
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