Mas veja bem.



Há quem diga que vida de artista é "glamour" e "boêmia".
Eu sou da luta e da conquista dia-a-dia
Dos brincantes eu herdei a alegria
Da magia do teatro, faço o pão de cada dia.

Não sou de contar todos os meus dias.
Pela rede que só curte marcas, fama e estripulia.
Eu compartilho ideias, curto meus irmãos e irmãs da correria e comento quantos leões transformamos em tapeçaria

A periferia não é muro blindado.
De lá sai aos montes, os que movem o país
De portaria à medicina
De costura à fashion week
Somos um povo de luta, a arte tá na raiz

Mesmo que você diga não,
Porta não se fecha a quem já tem permissão.
Nosso povo gerou os outros
E todo mundo se curva a nossa nação.

Somos de Zambi, somos de Oyó
Somos de Ketu, Ijexá
Somos de Aruanda, Irê
Somos de todo Orum, e no Ayê acontece
O desejo maior de Olodumaré.

Há quem diga que vivemos de Bohemia
Mas na correria fazemos acontecer.
De manhã o cartão bate na rotina
De noite a musica é que faz amanhecer.

Nossa arte se faz na batalha
Forjada de história contra o opressor
Reinamos de Afoxé à Congada
Do Sudeste até Salvador.

Comentários

ahmed disse…
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