Ato de Contrição
No lugar de peito era sertão
Na memória martela solidão
No lugar de amor era intensão
Ancorado de apego na escuridão
Na imagem marcada a expressão
Amizades que esvaem sem valor
Sem apresso, sem reza, sem paixão
O caminho sem rumo e imprecisão
Ventania que sopra pra mais nem,
O instante que atinge o coração
Ilumina o dever de ter alguém:
Solo firme que cultiva afeição
Que seja feliz, enquanto puder
Ao lado de alguém que bem-me-quer
Que seja completo, enquanto te diz
Que não será nada se não lhe tiver.
Num mundo que sofre sem razão
Multiplicando sempre o prazer
Deixando a m'água exclusão
num véu de mercar o que se é
Olha quem diz: Não vou partir.
Agora que vejo trem voltar,
Sem ninguém a espera do sorrir
Sem canto e alegria para estar
O café passado, já esfriou
O bolo assado já mofou
Passado não volta à entregar
A escolha daquele que errou.
Que seja feliz, enquanto puder
Ao lado de alguém que bem-te-quer
Que seja completo, enquanto me diz
Que não será nada se não se tiver.
Na memória martela solidão
No lugar de amor era intensão
Ancorado de apego na escuridão
Na imagem marcada a expressão
Amizades que esvaem sem valor
Sem apresso, sem reza, sem paixão
O caminho sem rumo e imprecisão
Ventania que sopra pra mais nem,
O instante que atinge o coração
Ilumina o dever de ter alguém:
Solo firme que cultiva afeição
Ao lado de alguém que bem-me-quer
Que seja completo, enquanto te diz
Que não será nada se não lhe tiver.
Num mundo que sofre sem razão
Multiplicando sempre o prazer
Deixando a m'água exclusão
num véu de mercar o que se é
Olha quem diz: Não vou partir.
Agora que vejo trem voltar,
Sem ninguém a espera do sorrir
Sem canto e alegria para estar
O café passado, já esfriou
O bolo assado já mofou
Passado não volta à entregar
A escolha daquele que errou.
Que seja feliz, enquanto puder
Ao lado de alguém que bem-te-quer
Que seja completo, enquanto me diz
Que não será nada se não se tiver.
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