Entre Cachos e Beijos
Olhares que se encontram
Aconchegam-se em morada
De historias que se encontram
Risos negros que se encaixam
Colorem os prédios cinzas
O aço brilhante do metrô
Como se não fosse ponto de partida
Embriagam-se de si mesmos
O toque da pele preta
Numa manhã que se precipita
Inesperado desassossego
Entre cachos e beijos.
Pretos
Como a preta noite que não se cala
E o sagrado que protege arrebata.
Flores, incenso, rua, encruzilhada
Tempo corre, madruga acaba
São inesperados encontros
Desses que faz sentido a dois
Nos pelos, nos beijos, no cheiro
Imensidão de pele, de alma e de cor
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