Descobri que sou de Amores
Algumas vezes me pego em questões como a partida de amigos, carinhos, cafunés...
A perca de moradas, colos, abraços que acontecem na rotina do dia a dia,
Sou de muitos amigos porque sinto que sem amigo deixo de ser,
Mas percebi que sou de amores, mais que muitas vezes amores estes me consomem,
Me tomam ou me mastigam, nadam a braçadas nas minhas águas, e me reviram
Viro destroço.
Viro nada...
Sendo muitas vezes, motivo do naufrágio de muitos barcos,
Ou de alagar plantações...
O fato é que sou.
Seria mania minha, essa de escrever com ponto final?
detalhando os códigos cardíacos na escrita?
Mesmo que pra dizer "Oi" eu precise escrever: "Sinto ausência dos nossos dias, por isso vim!"?.
Mesmo me achando assim assim,
Vejo único o modo que tenho de afagar o tempo e a distancia com as palavras que sinto.
No sentido italiano do "sentir", é o que faço para o meu coração que grita. (sinto)
Mas dizia mesmo de amores...
Amores e não Jarros.
Amores.
Desses de se manter musicados, partiturados e vivos na memoria.
Desses que se tornam lembrança.
Desses que se tornam presentes mesmo estando no passado.
Sou desses amores póstumos, que me fazem construção (ou talvez, pensando bem, mausoléu)
Desses amores hereditários que soa as cordas de um violão na sala de estar,
Ou uma flauta chorosa em um teste na cinza São Paulo.
Desses amores que viram arte.
Sou dos amores que viram pratos acalorados no inverno,
com batatas ao forno e casca crocante de azeite de oliva,
de aromas do Jardim pequeno que fica na janela, coentro e manjericão.
Das pitadas de açúcar no molho para tirar a acidez.
Ou das colheradas no bolo de chocolate que fez pra visita.
Descobri que sou de amores...
E não aprendi a ser diferente disso que sou... porque me construí assim
Amando.
A perca de moradas, colos, abraços que acontecem na rotina do dia a dia,
Sou de muitos amigos porque sinto que sem amigo deixo de ser,
Mas percebi que sou de amores, mais que muitas vezes amores estes me consomem,
Me tomam ou me mastigam, nadam a braçadas nas minhas águas, e me reviram
Viro destroço.
Viro nada...
Sendo muitas vezes, motivo do naufrágio de muitos barcos,
Ou de alagar plantações...
O fato é que sou.
Seria mania minha, essa de escrever com ponto final?
detalhando os códigos cardíacos na escrita?
Mesmo que pra dizer "Oi" eu precise escrever: "Sinto ausência dos nossos dias, por isso vim!"?.
Mesmo me achando assim assim,
Vejo único o modo que tenho de afagar o tempo e a distancia com as palavras que sinto.
No sentido italiano do "sentir", é o que faço para o meu coração que grita. (sinto)
Mas dizia mesmo de amores...
Amores e não Jarros.
Amores.
Desses de se manter musicados, partiturados e vivos na memoria.
Desses que se tornam lembrança.
Desses que se tornam presentes mesmo estando no passado.
Sou desses amores póstumos, que me fazem construção (ou talvez, pensando bem, mausoléu)
Desses amores hereditários que soa as cordas de um violão na sala de estar,
Ou uma flauta chorosa em um teste na cinza São Paulo.
Desses amores que viram arte.
Sou dos amores que viram pratos acalorados no inverno,
com batatas ao forno e casca crocante de azeite de oliva,
de aromas do Jardim pequeno que fica na janela, coentro e manjericão.
Das pitadas de açúcar no molho para tirar a acidez.
Ou das colheradas no bolo de chocolate que fez pra visita.
Descobri que sou de amores...
E não aprendi a ser diferente disso que sou... porque me construí assim
Amando.
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