Sopro n°1 (sobre ventania, tempo e pomar)
Hoje me descobri vento.
Viajante além do tempo
Que não para em qualquer parede,
Por algumas frestas, entra a dançar.
Dançando com folhas secas,
entre os galhos das árvores.
Espalha o perfume de maçã.
Nas primeiras horas da manhã
Me descobri vento.
Que foge, escapa
salta por entre os dedos
que tentam me aprisionar.
Que salga o rosto
enquanto sopra
Cantando lamento em prosa
no Reino de Iemanjá.
Que é leve, tão leve
que deixa a dor pra trás
pra não pesar.
Me percebi vento...
Soprando a brasa,
um calor antigo
Que da calafrio
e arrepio;
Cheira a café,
kiwi e amor....
Me percebi
Porque ainda me lembro
(Ainda há eu aí dentro?)
O mundo gira e eu: tormento!
Esbarra em mim logo seu vento!
Rode minha saia em seu soprar?
Espante meu orgulho
Espante o medo
Vento em brasa
Fogo aceso
Sopre jabuticabas em seu pomar?
Viajante além do tempo
Que não para em qualquer parede,
Por algumas frestas, entra a dançar.
Dançando com folhas secas,
entre os galhos das árvores.
Espalha o perfume de maçã.
Nas primeiras horas da manhã
Me descobri vento.
Que foge, escapa
salta por entre os dedos
que tentam me aprisionar.
Que salga o rosto
enquanto sopra
Cantando lamento em prosa
no Reino de Iemanjá.
Que é leve, tão leve
que deixa a dor pra trás
pra não pesar.
Me percebi vento...
Soprando a brasa,
um calor antigo
Que da calafrio
e arrepio;
Cheira a café,
kiwi e amor....
Me percebi
Porque ainda me lembro
(Ainda há eu aí dentro?)
O mundo gira e eu: tormento!
Esbarra em mim logo seu vento!
Rode minha saia em seu soprar?
Espante meu orgulho
Espante o medo
Vento em brasa
Fogo aceso
Sopre jabuticabas em seu pomar?
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