O que viram meus olhos
Estive em muitos espaços
Sem me opor a mão que bate
Assim como servi muitos copos
Sem o rancor da boca que late
Minhas mãos abriu grandes portas
De status, vinil e abajur
Das mesmas mãos o cuidado
Dos cacos recolhidos um por um.
Meu rosto esteve estampado
No porta retrato, no broche, na mesa
Estampado nele os cinco dedos
Traições, xingamentos e pobreza
Meus olhos ja viram sorrisos
Amarelos, podres e famintos
Da minha garra à perca de destino
Da minha lágrima ao andar sozinho
Meu corpo transborda minha luta
Seguindo o dia-a-dia, alegre canto.
Adentrar o novo sem tremer a gunga
Conheço minha andança e por onde ando
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