Despejo
Acho engraçado seus olhos
Que discretamente aprovam
Ou reprovam eu caminhar.
Que se atenta, do cacho de cabelo
Ao brilho do salto a cintilar.
Que ri quando eu piso com medo
E se enfurece quando me ergo
Pra lutar.
Que me diz palavras de dois gumes
Pra meus órgãos dilacerar
E braveja quando ignoro seus feitos
E desdenho seu escuro hábitat
Acho engraçado sua boca de fome
Vociferando meu sangue, meu ar.
E berra quando te consome
Meu Carnaval, minha pele e meu cantar.
Quando corre ao meu terreiro com medo
Pedindo proteção de Orixá
Mas esconde do mundo o vazio
Que sua arma dispara ao tentar me matar.
Eu canto o que há dentro e transborda
Amor, Fé e Força pra lutar
A ousadia que há na criança
Que não teme de altura ao pular.
Eu canto até onde a voz alcança
O afeto do pão partilhar.
Ate mesmo quando falta a esperança
E a comida na dispeça vazia à esperar.
Que discretamente aprovam
Ou reprovam eu caminhar.
Que se atenta, do cacho de cabelo
Ao brilho do salto a cintilar.
Que ri quando eu piso com medo
E se enfurece quando me ergo
Pra lutar.
Que me diz palavras de dois gumes
Pra meus órgãos dilacerar
E braveja quando ignoro seus feitos
E desdenho seu escuro hábitat
Acho engraçado sua boca de fome
Vociferando meu sangue, meu ar.
E berra quando te consome
Meu Carnaval, minha pele e meu cantar.
Quando corre ao meu terreiro com medo
Pedindo proteção de Orixá
Mas esconde do mundo o vazio
Que sua arma dispara ao tentar me matar.
Eu canto o que há dentro e transborda
Amor, Fé e Força pra lutar
A ousadia que há na criança
Que não teme de altura ao pular.
Eu canto até onde a voz alcança
O afeto do pão partilhar.
Ate mesmo quando falta a esperança
E a comida na dispeça vazia à esperar.
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