Não sei se já lhe fiz um poema
Mas nessas palavras pequenas
Quero contar o que passou
Num dia quente
De chuva fina
Um Abraço me laçou
Olhos grandes
Riso Largo
Bem ali me completou
Pouco após
Poeira fina
Ventania
Te soprou.
Chuva fina, tempestade...
Lágrimas de Oxum
Desamor.
O amargo envenenou o canto
Nas palavras só rancor.
Cada dia uma história.
Mas a cada palavra
Um pouco mais de alma.
Um pouco mais de calma
Um tanto mais de amor.
Um ano e quantas pedras
Juntaram no peito
Ao invés de flor?
Como crianças num quintal
Após chuva e vendaval
Roupas, fIores, chão de terra...

Arraca daqui a mágoa!
Do passado a lição.
No presente o perdão.
Ao futuro, não mais solidão.
Quero mesmo seu abraço.
Meus lábios e os seus
Incendiados.
Luz da Lua
Sem cobertor...

Sou todo fogo
Ardo mesmo medida,
Precisa medir nosso calor?
Intensas noites na memoria.
Intensas cores em nossa historia...
Foi mesmo um quadro que você pintou?

Hoje palavras escrevo e calo.
Espero ainda, ser teu orvalho.
Nas folhas verdes que de nós brotou.
No bem querer que meu peito no seu ficou.

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