Aquilo que não enviei
Ainda não sei dizer o que vale ou não a pena.
Ainda não sei dizer o que a dor me trouxe de lição.
Ainda não sei dizer o que é magoa, nem o que é amor, nem o que é felicidade, nem o que é rancor.
Ainda não entendendo os "porquês"
Nem encontrei razão para o efêmero.
Nem encontrei razão para o efêmero.
Ainda não sei dizer o que é perfeição
Ainda não sei dizer o que é imperfeito.
Ainda não me sinto maduro.
Apesar de saber o quanto eu já vivi.
Ainda não sei ensinar,
Ainda não sei iludir.
Ainda não parei de sonhar, por isto que escrevi.
A poesia faz meu mundo girar
Nela sempre expus o que um dia senti
Nela espinho vira flor,
Lagrima vira mar,
Sangue vira carmim, cor da minha saia a rodar.
Encontro calma, encontro alma
Encontro alguém que me falta
Você, eu ou nada.
Ainda não sei dizer quem sou,
Meus pedaços deixados pela estrada.
Ainda não sei dizer como cheguei
Depois de sair da sua casa.
Dei as costas e não olhei, não por nada.
Meus olhos eram mar imensidão.
Minha garganta era sertão em brasa.
Às palavras soltas, há perdão?
As feridas saram? Porquê não?
Existe vida após você? Existe vida!
Existe eu que escolhi nascer, em cada abraço, em cada acolhida. Casas, risos, o partilhar da comida.
Amigos que nunca saberei dizer, o quanto sou grato.
Os jarros se encheram de lagrimas minhas.. Do mar cheguei hoje cedo.
A rainha gritei Odoya. E recomeçar é só o que desejo.
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