Passagem de Verão

Sabe quando já há?
Quando o que já há não era?
Quando errar, acerta
Quando se busca amar?

Pude em seus pequenos olhos
Brilhantes como diamantes
E profundos como o mar
Enxergar... Como fui cego?

Pensava eu saber de amar,
Pensava eu saber de dor,
Pensava em tudo, menos em "nós"
Egoísta fui, e sempre a sós...

Tive com você um momento doce
Tive em seus braços, proteção 
Suas mãos nas minhas 
Seus lábios e sua atenção...

Nao posso conter essa alegria
Desta passagem de verão...
Seu abraço terno, 
um beijo na estação. 

O que eu tinha, não era!
Com amarras, com objeção. 
Nada disso precisava,
Pois o amor não tem ferrão.

Sei um pouco, sabes um pouco
O resto a gente constrói 
Com conchas, sonhos e estrelas
Fogo, canto e besteiras

Alegre será os dias a seguir
Sentindo o que é pra sentir
E dizendo o que é pra dizer 
Até que só necessite viver.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As sete mulheres do Minho

Luzes do que um dia foi...

Baratas, Mentiras e Reflexão sobre um sistema.