Fine

Hoje tenho insônia. 
Meu corpo responde 
as minhas incompreenções. 
O vazio se preenche com nada...
Se torna incessante o não existir. 
Me tomo de pensamentos 
Que ferem o que sou;
Pra quem sou,
Do que sou e 
Porquê sou. 
Me atrai o céu que vejo pela janela agora. 
Não há estrelas; ao centro 
um forte tom de azul escuro 
preenche o espaço, 
mais abaixo o amarelado das luzes 
Que iluminam a rua lá embaixo; 
o que já não esta no meu campo de visão. 
Penso nele. 
Naquele de olhos leves e serenos. 
Penso em mim
Nos sonhos, nos cheiros. 
Estou confuso. 
Estou sem mim. 

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