Retomando...
As vezes parece fácil escrever sobre amor, e outros sentimentos que passam dia a dia no meu coração.
Como se num misto de palavras eu pudesse descrever esse aperto, grito, agonia ou arrepio frio que fica no meu peito sempre que me apaixono.
Parece fácil.
Eu andei repensando e percebi que muitas vezes, criava pra mim sentimentos instantâneos e me deixei levar. Ora, isso é gostoso também, faz o corpo radiar e vibrar como se a grama fosse mais verde, o céu mais azul e sempre ensolarado, as pessoas te aplaudissem quase como num sonho cinematográfico. Arriscaria dizer que se tentasse dançar, todos em volta saberiam a canção e a mesma coreografia.
De fato, os sentimentos levam tempo para se fortalecerem e maturidade para suporta-los.
Eu me apaixonei por uma pessoa, seus olhos são como profundos poços de estrelas que tem o brilho mais radiante que a própria Lua. Sua boca quando toca a minha me faz sentir como se tudo em volta por alguns instantes estivesse nos observando com carinho.
Eu vi em sua força um pilar para construir qualquer coisa que fosse possível.
Mas com ansiedade e pouca maturidade eu a deixei ir... e não entendi o sentido de que nunca poderia ser eu o responsável por sua felicidade, e nem ela responsável pela minha.
Me perguntei por dias o que fazer...
E lendo alguns versos, deixei meu coração me guiar...
E como resposta obtive o seguinte:
"A nossa felicidade é feita por nós mesmos, e não devemos depender de outros para que ela exista".
A muitos dias atras mantive guardado um peso de perda no meu coração. Mas não há perda quando nada se tem.
Digo isso no sentido de que, quando amamos não somos posse um do outro.
Há cuidado, há carinho e há respeito. Amar é fazer dar sentido no cantar livre dos pássaros no jardim sem precisar engaiola-los.
Amar é se fazer presente pelo ar, que toca a pele e alivia a dor do esperar.
Amar é ser despedida com certeza do reencontro.
Nisso tudo, aprendi que amarras causam
dor, expectativas causam lagrimas e ansiedade é veneno para o coração.
Para finalizar esse texto digo que ainda ouço o cantar em minhas memórias, e que se não houver magoas, ainda quero pessoalmente ouvir de novo o doce cantar.

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