Pensamento XI

Quando deito-me 
Meus olhos vão além do tempo. 
Minha janela aberta 
Ajuda o caminhar entre estrelas,
Vejo-me suspenso 
Entre memórias que diluem-se...
Eu fui forte, um dia. 
Eu fui fraco e cai em outro. 
Já fui confuso; tive certeza;
Já tive lagrimas em excesso;
Já tive deserto dentro de mim. 
Pude dormir em dias ensolarados,
Já estive em tempestades. 
Hoje sou puro eu em transformação continua. 
Desencadeia a cada minuto 
Uma mutação de mim em mim mesmo. 
O tempo senhor de tudo me faz que sou. 
Sou aquilo que as ondas lapidam 
Sou tudo o que esta a transformar. 
Suspenso meu corpo 
Retorna a deitar. 

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