Crença, Caminho e Distração...


Eu acreditei na sanidade da minha alma
Eu me confundi nos valores
Me atrapalhei com os esquemas
E saturei o meu corpo
Denso, meu ser se guiou 
Sem olhar o caminho
Sem perguntar ao destino
Fez por fazer
O que detalha o movimento
É o que vem de dentro
O sentimento, a dor e o prazer. 
Esqueci disso
Esqueci daquilo que aprendi. 
Quem sou hoje?
Nada tenho, e pra nenhum lugar eu vou
Estático, meu denso ser se cala
Frente a jornada mal iniciada
Prorrogada por algo incoerente 
Frente e verso transparente
Tinta molhada manchada
Fiquei amargo, doce foi a melodia
Devo recompor-me de sabedoria
E obter meu rumo. 
Saber pra o que vim. Saber o que eu mesmo sei
Ego é flácido. Logo desvanecera 
Como aquarela que perde a cor
Olhar em foco
Saber o que se quer é o primeiro passo
Entender quem é você no espaço.
Para depois fazer o que se quer!

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